A Igreja nos propõe, neste IV Domingo da Quaresma do Ano A, o belo episódio evangélico do cego de nascença, descrito por São João (Jo 9, 1-41). Ouçamos a meditação que Monsenhor João nos propõe neste dia:
“O cerne deste Evangelho nos é sintetizado por São Paulo em sua Epístola aos Efésios, também proposta à nossa consideração neste domingo da alegria: ‘Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor’(Ef 5, 8)”.
“Tendo nascido com o pecado original, de fato estaremos em trevas para compreender o sobrenatural enquanto não recebermos a luz da graça pelo Batismo. Esta é incomparavelmente superior à própria luz solar. “O que é o Sol para o mundo sensível, é-o Deus para o mundo espiritual: a luz da justiça e da verdade eterna, da mais elevada formosura e do amor infinito, da mais pura santidade e da mais perfeita felicidade”, 15 afirma o padre Scheeben.”
“Em nosso apostolado, esforcemo-nos, pois, em ajudar os outros a recuperar a vista espiritual, porque, assim, poderão contemplar os reflexos da luz divina na criação e ordenar sua vida em função desse Luzeiro que é Cristo Jesus e a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.”
“Magnífico Evangelho sobre a luz no 4º Domingo da Quaresma, a Igreja nos proporciona um particular alento para avançarmos com ânimo resoluto na vida espiritual. Às vezes fraquejamos, deixamo-nos arrastar por nossas más inclinações e sentimos periclitar nossa perseverança nas vias da santificação. Nesses momentos, lembremo-nos da cura do cego de nascença e consideremos que, se Deus permitiu que caíssemos numa debilidade, Ele está atento para intervir a qualquer momento e restaurar em nós a vida divina. Com as orações e a mediação maternal de Maria, nos encontraremos purificados para contemplar a luz do Círio Pascal, símbolo também dessa Luz que nos foi dada com a Ressurreição de Cristo e que nos vem através dos Sacramentos.”
CLÁ DIAS, João Scognamiglio. Comentário ao Evangelho – IV Domingo da Quaresma: a pior cegueira. Arautos do Evangelho, abr. 2011, n. 112, p. 17.