Os que puderam acompanhar nestes últimos dias as tocantes cerimônias litúrgicas do Tríduo Pascal, iniciada com a Solene Missa de Quinta-Feira – na qual se celebra a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio – e que tem seu culminante desfecho Sábado Santo, sentem nos primeiros albores do dia de hoje uma alegria sublime semelhante à que inundou os corações dos apóstolos e das santas mulheres naquele domingo de há 2000 anos: Cristo Ressuscitou!

Com efeito, a Ressurreição de Nosso Senhor inaugura um tempo de graça e salvação e destrói o poder do mal. O Cordeiro imolado – pré-figurado nos ritos da páscoa do Antigo-Testamento – com seu holocausto liberta-nos da escravidão do pecado e rompe os grilhões da morte; sua Ressurreição precede a nossa e abre-nos as portas do Céu fechadas desde o pecado de Adão; sua Vitória derrota o poder das trevas e é penhor de nossa vitória! É por isso que a Igreja inteira exulta cantando no Precônio Pascal: “Morrendo, destruiu a morte, e, ressurgindo, deu-nos a vida; Nossa morte foi redimida pela sua e na sua Ressurreição ressurgiu a vida para todos; Imolado, já não morre; e, morto, vive eternamente; E, destruindo a morte, garantiu-nos a vida em plenitude .