No árduo solo aragonês da península Ibérica, há mais de 700 anos – em 1271 – nascia a nobre filha de Pedro III de Aragão e de Constança da Sicília, Isabel.

Tendo recebido uma distinta e primorosa educação, uma vez que pertencia à família real, sobressaiu desde cedo por sua extremosa bondade, qualidade está que mais tarde os habitantes das terras Lusas lhe atribuíram por ser ela: o anjo de bondade e de paz que o Senhor mandou para Portugal.

Por seus excelentes predicados e alta virtude Deus chamou-lhe a uma elevada vocação, a de Rainha. Após contrair matrimônio com Dom Dinis, soube ser fiel à altíssima missão de mãe e soberana do povo de Portugal. “Sua vida na corte foi uma constante busca do sobrenatural. Sem omitir nenhuma das obrigações impostas pela sua condição de rainha, o seu coração não se prendeu a esta terra. Estava presente em todas as festividades do reino e sinceramente se regozijava com o povo; cingia a coroa e trajava os mais ricos vestidos para, ao lado do rei, receber as autoridades ilustres que vinham honrá-la e colocar-se a seu serviço. Entretanto, nem por isso envaideceu-se e desejou aquelas glórias para si. Julgava-se pecadora e teria preferido mil vezes ser pobre a possuir todos os tesouros reais”.[1]

Entretanto, tal grandeza de alma  se devia a quê? À sua vida de oração e união com Deus. Santa Isabel bem sabia que por si só nada seria nem faria que concorresse para o bem das almas. Por isso confiava-se sem reservas ao auxílio sobrenatural da Rainha das rainhas, Maria Santíssima, e em especial às graças recebidas na assistência da santa Missa, da qual participava em seu oratório todas as manhãs.

De fato Santa Isabel de Portugal foi “um anjo de bondade e de paz” enviado por Deus para nos deixar o magnífico exemplo de rejeitar às glórias mundanas, pois são elas passageiras e não trazem consigo a verdadeira alegria, e de aceitar sim as cruzes e sofrimentos enviados a cada instante por Deus, pois através deles conquistaremos as glórias eternas no Céu! Santa Isabel, rogai por nós!

[1] (Revista Arautos do Evangelho, Julho/2007, n. 67, p. 22 à 25)