Escrito por Ir. Juliane V. Campos, EP

Neste ano, a Capela Nossa Senhora de Fátima, situada no Parque Petrópolis, com os sacerdotes dos Arautos do Evangelho e as Irmãs da Sociedade Regina Virginum, teve a alegria de poder celebrar o Tríduo Pascal com nossos paroquianos já em suas novas instalações, praticamente terminadas. Aliás, desde o Domingo de Ramos, que abre a Semana Santa, o ambiente sacral do recinto e as celebrações litúrgicas, acompanhadas com muita piedade pelos fiéis que enchiam o templo, marcaram a solenidade da festa magna de nossa Santa Religião.

Na Quinta-Feira Santa foi celebrada a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na qual o sacerdote abandonou os paramentos roxos, usados em toda a Quaresma, para, com o esplendor do branco e o cântico do Glória, silenciado há quarenta dias, comemorar a instituição da Sagrada Eucaristia. Não obstante, findada a cerimônia uma sombra de tristeza cobria as almas dos presentes, pois se iniciava a Paixão do Senhor com a consumação da apostasia de Judas, o Apóstolo traidor. Para reviver esses momentos foi realizada a cerimônia do desnudamento do altar, com a retirada das flores e de todos os ornamentos sagrados, sendo o Santíssimo Sacramento trasladado ao Monumento para adoração dos fiéis, como na vigília feita por Nosso Senhor no Horto das Oliveiras, culminando com sua prisão e início da Via Dolorosa.

Na Sexta-Feira Santa foi realizada, com profunda reverência e dor pela Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Celebração da Paixão do Senhor. Feita a Liturgia da Palavra, com a proclamação do Evangelho da Paixão, do Evangelista São João, todos puderam, depois de adorarem com muita compunção a Santa Cruz do Redentor, receber a Sagrada Comunhão, reservada no Monumento no dia anterior, uma vez que este é o único dia do ano em que não se celebra a Santa Missa em nenhuma Igreja do orbe, em recordação do Sacrifício consumado neste mesmo dia sobre o Calvário.

No Sábado Santo foi celebrada com toda pompa e dignidade a solenidade da Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, nas palavras de Santo Agostinho. O cerimonial, como prescrevem as rubricas, se iniciou fora do edifício sagrado, para indicar que o sepulcro estava fora de Jerusalém, e às escuras, para recordar que o regime anterior do Antigo Testamento era anterior à graça trazida por Nosso Senhor. Foi feita a bênção do fogo novo e, com ele, aceso o Círio Pascal, símbolo de Cristo, a “Luz do mundo” (Jo 8, 12). Os fiéis adentraram no templo portando velas acesas no fogo novo do Círio e deu-se início à Liturgia da Palavra, com as leituras antigas, que prenunciavam a vinda do Salvador. O cântico do Glória marcou a Ressurreição do Senhor, para acompanhar os Anjos, testemunhas deste magno acontecimento. A Santa Missa prosseguiu solene e festiva, com o cântico do Aleluia que regressa à Liturgia, a proclamação do Evangelho da Ressurreição, a bênção da água e a renovação das promessas do Batismo, feita com entusiasmo por todos os presentes, e a realização da Liturgia Eucarística, na qual transparecia a alegria jubilosa de todos os corações.

O Domingo de Páscoa amanheceu radioso. E para finalizar as celebrações pascais, depois da Santa Missa matutina foi a vez de as crianças da catequese e das famílias da região comemorarem a Ressurreição do Salvador. Não podiam faltar os deliciosos e esperados Ovos de Páscoa, que foram cuidadosamente escondidos pelas Irmãs, de maneira a propiciar uma entretida “Caça aos Ovos”, a qual foi muito apreciada por todas as crianças que dela participaram. Cada ovo encontrado era uma festa! E, ademais das graças derramadas durante esses dias, todos puderam se deleitar com os deliciosos chocolates, compartilhado por crianças e adultos.

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