No domingo, dia 12 de agosto último, os Arautos do Evangelho puderam viver, junto com os paroquianos da Paróquia Nossa Senhora das Graças, a bela cerimônia da Bênção do Oratório Nossa Senhora de Fátima e da Dedicação de seu Altar. A celebração foi presidida pelo Exmo. e Revmo. Bispo Diocesano de Bragança Paulista, D. Sérgio Aparecido Colombo, e concelebrada por mais cinco sacerdotes, com a participação de três diáconos, todos arautos.

Estiveram presentes algumas autoridades civis, como o prefeito de Mairiporã, município onde se localiza o Oratório, Dr. Antônio Shigueyuki Aiacyda, e do vereador Marcio Alexandre Emidio de Oliveira, o conhecido “Marcinho da Serra”.

O recinto sagrado estava repleto, tendo sido necessário também usar o átrio externo para acomodar várias pessoas. Todos, muito compenetrados, acompanhavam passo a passo a Liturgia da Dedicação, símbolo da realidade viva da Igreja, na qual habita a Santíssima Trindade, a quem o Oratório seria entregue, como ressaltou D. Sérgio em sua homilia: “a circunstância que nos reúne hoje é um domingo especialíssimo, porque nós estamos aqui neste templo para dedicá-lo. E, é claro, dedicá-lo à Santíssima Trindade, Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo”.

Na ocasião foram depositadas sob o altar as relíquias de vários Santos, entre as quais as significativas relíquias de Santa Jacinta e São Francisco Marto – dois dos pastorzinhos que viram Nossa Senhora na Cova da Iria –, tão apropriadas para protegerem um Oratório posto debaixo da proteção de Nossa Senhora de Fátima.

Fez-se, então, a unção do Altar com o óleo santo do Crisma. Com isso, o Altar se torna símbolo de Cristo, o “Ungido” por excelência, pois o Pai O ungiu com o Espírito Santo e O constituiu Sumo Sacerdote, para oferecer, no Altar de seu Corpo, o sacrifício da vida pela nossa salvação. A santidade do Altar exige dos ministros que dele se aproximam, na Liturgia, uma correspondente santidade de vida: devem eles possuir a pureza da consciência e o perfume da boa reputação, que são simbolizados pelo Santo Crisma, composto de azeite e de bálsamo.

Depois do rito da unção, foi posto sobre o Altar um fogareiro para queimar o incenso ou os perfumes, simbolizando, com este ato, que o sacrifício de Cristo perpetuado ali sacramentalmente sobe até Deus como suave aroma, junto com as orações dos fiéis.

Em seguida, o altar foi iluminado pelas velas, para que “a luz de Cristo resplandeça na Igreja e conduza os povos à plenitude da verdade”, como reza esta parte da Liturgia, e deu-se continuidade à Celebração Eucarística, a fim de que a presença do Deus Vivo, Cristo Jesus, em seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade tome posse daquela casa que agora já é sua.

Terminada a solene Celebração Litúrgica, da qual os fiéis participaram com piedade e unção, e assinada a ata que registrou o acontecimento para perpétua memória do mesmo, uma alegria contagiante se espalhava entre todos.

Sendo também aquele domingo o Dia dos Pais, uma dupla confraternização se fez entre os paroquianos, que conversavam animadamente e compartilhavam suas profundas impressões acerca do importante ato de que acabavam de participar, em torno das mesas de um suculento lanche.

Para o Exmo. Bispo Diocesano, o clero, os coroinhas e as pessoas que mais contribuíram para que se tornasse possível a cerimônia, foi oferecido um saboroso almoço, animado pelo coro das “Martinhas” – meninas que ajudam no serviço do Altar –, que deu um pequeno concerto ao final, ofertando um presente a D. Sérgio Colombo, em agradecimento por sua presença e pela cerimônia realizada.

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